segunda-feira, 21 de abril de 2025

[[ BLOG AS NOTICIAS DA HORA ]] ((00.292)) [[ INVESTIGAÇÃO ]] {{ RN tem 88 postos suspeitos de ligação com crime organizado, aponta levantamento }}

Autoridades federais e estaduais estão conduzindo uma ampla investigação sobre a atuação do crime organizado em 941 postos de combustíveis distribuídos por ao menos 22 estados brasileiros, incluindo o Rio Grande do Norte. 




O levantamento aponta indícios de controle parcial desses estabelecimentos por facções como Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho e Família do Norte. Milícias também estariam envolvidas no setor.




Segundo o mapeamento, São Paulo e Goiás são os estados com maior número de postos sob suspeita, com 290 e 163, respectivamente. 




Na sequência, aparecem Rio de Janeiro (146), Bahia (103) e Rio Grande do Norte (88). Em alguns casos, as redes criminosas operam de forma ramificada em diferentes regiões do país.









Lista de postos suspeitos de ligação com crime organizado – Gráfico: Folha



O levantamento foi elaborado pelo Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. 




O grupo reúne representantes da Polícia Federal, Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Ministério de Minas e Energia.




O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, expressou, em fevereiro, preocupação com a infiltração criminosa no setor. 




Na ocasião, anunciou a solicitação de um inquérito à Polícia Federal com foco em uma investigação mais ampla e abrangente, além das apurações setoriais já em andamento.




O mapeamento dos postos suspeitos foi construído a partir de investigações envolvendo lavagem de dinheiro, identificação de sócios com antecedentes criminais e envolvimento em operações como roubo de cargas e uso de “laranjas”.




De acordo com autoridades envolvidas nas apurações, o crime organizado se aproveita de vulnerabilidades na cadeia produtiva não apenas para lavar dinheiro, mas também para ampliar lucros por meio de fraudes fiscais e adulterações de combustíveis. 




A atuação criminosa, portanto, vai além da revenda ao consumidor final e atinge partes da cadeia produtiva do setor.




A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou, por meio de nota, que intensificou ações de combate ao crime organizado e monitora o setor. 




Goiás, Bahia, Rio de Janeiro e o Ministério da Justiça não responderam aos questionamentos. Já o governo do Rio Grande do Norte declarou não haver investigações em curso no estado.




Fonte: Folha

Fonte: Portal Grande Ponto

Fonte: Blog as Noticias da Hora


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